sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Livraste minh'alma da infértil amargura insalubre. Livraste minha boca do gosto acre-solidão. Do árido fizeste brotar frutos os mais doces e úmidos, fértil amor. A mim, a imensa honra de teu adubo.

domingo, 13 de setembro de 2009

Eu sei que palavra não aliviará o redemoinho de dentro, a tristeza espremendo o peito. Não dissolverá o que fica na graganta, a meio caminho, tornando o ar quase raro. Talvez o tempo, só o tempo. Talvez um abraço, um colo. Era o que eu queria te dar agora e a distância física não permite. E, não podendo, te dou palavras mesmo, umas que avisem dos meus braços a sua espera, do amor que é seu.

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Eu quero ninar seu cansaço e enxugar suas lágrimas com sorrisos. Pra cada tristeza que porventura puser no seu peito, quero ter podido te dar alegrias mais e maiores.
A saudade é contínua, sentimento basal, está sempre aqui quando você não está perto. Há, no entanto, essas horas de aperto maior. Há pouco eu acordei com esse maior. Umas lágrimas nos olhos, uma vida sem vida. Querer seu corpo no meu e saber da distância, ah, meu bem, foi o pior gosto que já me veio à alma.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Guardo no bolso os bilhetes de amor. Nos ouvidos, cada palavra doce, o doce som de sua voz. O amor fica espalhado, espamarrado pelo corpo todo, todo o amor. É ele que mima meu sono, mina as tristezas com seu calor de acalanto.