Você me contou das coisas boas que tenho e nunca soube. Cimentou rachaduras, abriu janelas, pendurou enfeites. Onde era silêncio, amor-canção. Você me deu o privilégio de sermos nossas.
Eu precisaria de todas as palavras do mundo. Precisaria que elas assentassem sobre minha pele e tomassem o formato do meu corpo. Transpusessem a superfície e se fizessem o que me forma. Por fim, levando minha geometria, se abandonassem em suas mãos. Só assim poderiam explicar a sensação de ficar, entregue, em seus braços.