quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

O caminho me deixa o corpo teso. Ele é feito de instantes e instante é coisa pequena demais, passa despercebida. É preciso atenção, é preciso estar atento. Mas a liberdade, ainda que pareça contraditório, a liberdade é justamente essa atenção, que me distende a alma e relaxa os músculos.

( janeiro de 2009)
Hoje está se fazendo um dia difícil, desconfortável. Um dia em que eu queria não me livrar do mundo, mas de mim.

( janeiro de 2009)

Eu nunca fui feliz numa madrugada sem sono. Nunca. As madrugadas e os desesperos que elas guardam.

( janeiro de 2009)

A dor que não é primariamente física é mais cruel ainda. Se ela fosse de um pedaço de carne arrancado, eu seguraria o ferimento. E, de certa forma, a teria nas mãos, a dor. Mas e essas feridas que não são vistas? Sem analgésico possível. Essas que você sabe que só o tempo. Ou nem ele.

( janeiro de 2009)