sexta-feira, 22 de maio de 2009

Pode dizer por aí, pode anunciar, que, mesmo quando acaso de vida nocautear corpo e espírito , eu terei sempre e irremediavelmente a imagem doce e quente de você sobre mim.

terça-feira, 12 de maio de 2009

São tantas coisas pra dizer, tantas! As mesmas, as de sempre, e mais outras, umas que talvez ainda nem saiba e só pressinta. Que alguma coisa aconteceu já naquele primeiro recado, que o primeiro ''oi, tudo bem?" ainda passeia pelo corpo... O primeiro sorriso, cada sorriso. O primeiro beijo, cada beijo. "Meu bem" em ecolalia, meu bem, meu bem. São tantas coisas pra agredecer, tantas! Por isso: muito obrigada. Não como quem agredece favor deliberado, não, mas como a terra seca agradece a chuva que umidifica. E você é a chuva mais doce e alegre. Bonita, bonita, dessas que a gente põe a cadeira na varanda e fica olhando cair, adubando a terra e a alma.

domingo, 10 de maio de 2009

Bilhete ao grande amor

Ah, menina, é assim, olha, suas lágrimas agora são minhas, também e inevitavelmente. Queria, então, correr até você, estancar as mágoas, embalar o sofrimento, te ninar até o sono vir. Se , pelo menos, houvesse um consolo, uma palavra, um gesto, qualquer coisa que te pusesse outra vez em leveza e sorriso... Mas, não sei, não sei, também queria te dizer assim: chore, menina, chore. Chore a dor e a alma. Chore, que disso também se faz a vida. E se não houver fim, haverá trégua, e se nem mesmo trégua, eu ficarei por aqui pra amar inclusive as feridas.

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Meu bem, meu bem, você ocupa mais, muito mais, que os pensamentos: ocupa cada centímetro de corpo, ocupa cada palmo de alma. Como menina traquina, você zanza e corre e se esconde e faz deles quintal, e faz deles festa. Mas seja bem-vinda, é tudo seu, não vá embora, não vá embora. Nunca. Fique aqui, assim, passeando pela lembrança, como nunca há de sair da minha boca o seu gosto. Fique aqui, assim, pra que eu possa te procurar no meio do dia e, feito déjà vu, te ter um pouco, como acalanto pra saudade. Olha, menina, não esquente não, não esquente se o calendário diz ser tão pouco tempo, não esquente, que ele é bobo e não sabe do gosto de infinito que tem sua presença.