Meu bem, meu bem, você ocupa mais, muito mais, que os pensamentos: ocupa cada centímetro de corpo, ocupa cada palmo de alma. Como menina traquina, você zanza e corre e se esconde e faz deles quintal, e faz deles festa. Mas seja bem-vinda, é tudo seu, não vá embora, não vá embora. Nunca. Fique aqui, assim, passeando pela lembrança, como nunca há de sair da minha boca o seu gosto. Fique aqui, assim, pra que eu possa te procurar no meio do dia e, feito déjà vu, te ter um pouco, como acalanto pra saudade. Olha, menina, não esquente não, não esquente se o calendário diz ser tão pouco tempo, não esquente, que ele é bobo e não sabe do gosto de infinito que tem sua presença.
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