Que o nosso medo seja uma lembrança da fragilidade escondida, mas que nunca nos tome a rédea. Que a gente se apavore ao olhar o sem chão das possibilidades incertas e mesmo assim ache coragem pra pular. Mesmo sem saber no que vai dar, mesmo sem saber em que cicatrizes ou em que doçuras. E não é que eu não saiba do seu medo. Eu sei, eu sei. Sei do peito apertado, do ar rarefeito, da dor da possibilidade. Sei tanto assim porque ele também é meu, também percorre essa alma de cá. Mas há uma coisa maior que me tranquiliza no meio do redomoinho. Uma fé, uma sensação, uma certeza de que nosso encontro é encontro e é raro: tem raiz ,tem pronfundeza, tem chão. Uma fé, uma sensação, uma certeza de que eu vou ligar e o amor ainda estará aí.
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