quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Marília diz:

É tão raro o que a gente tem, meu bem
Esse amor bom, bacana
E recíproco
A gente olhar pro mesmo caminho
Querer o mesmo caminho

domingo, 16 de agosto de 2009

Em mim ficou a impressão de que, ontem, algum sentimento-sensação surpreendeu seu sorriso, encolheu seu corpo, te roubou de você. Em mim, também, a impressão de não ter achado o abraço certo, silêncio ou palavra que te fizessem sentir acolhida. Ontem já é hoje e eu estou aqui, menina, pro abraço, pro silêncio, pra palavra. Junto, também, mesmo sabendo que talvez não baste, guardo um "desculpe" sincero, caso tenha sido por mim. Ontem já é hoje, hoje será amanhã e eu continuarei aqui, chegue a hora que você chegar.
É que pra você, meu amor, quero oferecer o melhor de mim, sempre. E sempre não é possível, porque não sou toda o melhor. Essa é a mais óbvia das constatações. Afinal, ninguém é mesmo feito só do melhor. No entanto, não é por ser óbvia que ela é isenta de dor. Porque, mesmo sabendo não ser possível, às vezes quero arrancar do seu peito qualquer tristeza, a menor que seja. E tentando adivinhar onde ela fica aí guardada, invado seu espaço, violo seu silêncio, quem sabe até agravo os arranhões. Mas o que quero mesmo dizer, meu bem, é que a você entrego minhas partes, todas: a varanda aberta, os porões em breu, a meia-luz entre eles. E de você recebo as suas, todas, inteiras, as tristezas incrustadas no peito inclusive.

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Quando não te vejo é como se o mundo ficasse em suspenso. Deserto, estranho. A vida passando lenta, arrastada, bem lá fora de mim. Quando não te vejo é como se o corpo ficasse menor. Amontoado, apertado. Faltando espaço pra tanta saudade.

domingo, 9 de agosto de 2009

Pra quando você precisar falar, guardo aqui minha atenção. Pra quando a gente se encontrar, meus braços abertos. As mãos pra colher-lhe as lágrimas. Os lábios pra acalantar o corpo. Pra você, menina, guardo aqui amor e morangos.