É que pra você, meu amor, quero oferecer o melhor de mim, sempre. E sempre não é possível, porque não sou toda o melhor. Essa é a mais óbvia das constatações. Afinal, ninguém é mesmo feito só do melhor. No entanto, não é por ser óbvia que ela é isenta de dor. Porque, mesmo sabendo não ser possível, às vezes quero arrancar do seu peito qualquer tristeza, a menor que seja. E tentando adivinhar onde ela fica aí guardada, invado seu espaço, violo seu silêncio, quem sabe até agravo os arranhões. Mas o que quero mesmo dizer, meu bem, é que a você entrego minhas partes, todas: a varanda aberta, os porões em breu, a meia-luz entre eles. E de você recebo as suas, todas, inteiras, as tristezas incrustadas no peito inclusive.
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