Talvez seja essa a questão agora: como não enlouquecer? Como não enlouquecer com esse vazio.Como atravessar os dias sem distração possível.Aqueles de garganta tapada e corpo moído. Como não enlouquecer?Porque a porta está aberta e do outro lado, se não real, há sim espécie de consolo. E há dias em que há de se fechar os olhos, segurar firme e resistir. Não entrar, não entrar,breathe,breathe,breathe... Foi assim que morri, pela primeira vez, num dia ordinário, sob um céu qualquer, de uma dor dessas humanas. De tudo, a lua que nascia inusitada num final de tarde. De tudo, a cor tão sem igual do sol morrendo na praia. E eu. Ziguezagueando a dor, esperançosa de que talvez ainda não tivesse chegado a hora.
sábado, 7 de março de 2009
quarta-feira, 4 de março de 2009
Acordar tem exigido de mim uma força incomun: de novo e de novo tomar consciência do vazio tem exigido de mim pedaços inteiros. Nunca, amor, nunca houve quem me desse a mão e me olhasse na alma e me comesse o corpo, with pure pleasure. A espera agora tem esse gosto de vida inteira e vida inteira é corpo estranho dentro de ferida, afasta os bordos, aumenta a dor. Agora diz, o que eu faço com isso me corroendo a vida? Ah, às vezes eu tenho tanta vontade de rezar: ''Deus ,faça com que Deus exista e se apiede de mim''. Às vezes... Eu sei, não há garantias, eu sei.But i picture you in the sun...
segunda-feira, 2 de março de 2009
hoje está uma tarde estranha, um sol estranho. alguma coisa. um cheiro de café novo. um silêncio de desespero, tenso, denso. o relógio. o relógio não chega a correr, mas acelera. tic tic tic...sem tac. como sendo só o que resta, eu espero. alguma coisa. ai, deus, não brinca assim de suspense comigo. não sopra esse vento tão sabendo por onde anda, tão gente. não organiza assim essa música, que meus pêlos se assustam fácil. os músculos em posição. assim que o primeiro vidro se quebrar...
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