quinta-feira, 8 de julho de 2010

Preciso aprender que em certas horas não se chora. Em certas horas, não se diz nada. Aprender que, por vezes, em respeito a dor que causei, devo ser gente grande e engolir o choro e aguentar calada a dor da culpa, sem espernear. Sem tantos "por que" "por que" "por que" em mono-tom e em imbecilidade. E talvez mesmo as razões não sirvam pra nada. Pelo menos, não apagam as mágoas. Eu preciso aprender que em certas horas silêncio significa respeito.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Em seu corpo, o tempo pára pra eu sentir o tempo, assim, do jeito que eu gosto.

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Essa coisa que a gente chama de instante e que nem mesmo é coisa, não é nada. Talvez uma sensação. Esse milésimo de qualquer medida, onde a vida se faz e já nasce escapando. Onde a vida improvisa e pode ser tudo.
Se a mim me fosse obrigatório escolher um Deus, escolheria o deus acaso, com letras minúsculas e templo no instante. O ritual de adoração seria sentar à beira e sentir-lhes, um a um, tic-tac-tic-tac... Eu preciso de tempo pra sentir o tempo. Detesto, detesto, detesto a pressa a que me obriga essa rotina filha-da-puta. Talvez seja esse meu delírio Dom Quixote. Ser dona do tempo.



domingo, 28 de fevereiro de 2010

Amor, pra mim, é paixão vagarosa. Paixão pela ternura se fazendo e refazendo, constantemente, cotidianamente, instante após instante. Algumas vezes, até, penosamente. Paixão pelo tempo vagaroso de se demorar em alguém. E olhar, ver e rever.