quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Hoje está se fazendo um dia difícil, desconfortável. Um dia em que eu queria não me livrar do mundo, mas de mim.

( janeiro de 2009)

Eu nunca fui feliz numa madrugada sem sono. Nunca. As madrugadas e os desesperos que elas guardam.

( janeiro de 2009)

A dor que não é primariamente física é mais cruel ainda. Se ela fosse de um pedaço de carne arrancado, eu seguraria o ferimento. E, de certa forma, a teria nas mãos, a dor. Mas e essas feridas que não são vistas? Sem analgésico possível. Essas que você sabe que só o tempo. Ou nem ele.

( janeiro de 2009)

domingo, 19 de setembro de 2010

19.09

Hoje, logo que acordei, pus aquela nossa música. Eu sei, eu sei, "nossa música" é tão clichê. Por isso fiquei procurando um jeito novo, interessante, inteligente de me declarar. Quando, então, tropecei nas duas últimas palavras: "me declarar". Não tinha mais jeito. Eu já havia sucumbido.
Em minha defesa, roubei as palavras de alguém: "quando os clichês acabam, acaba também o amor". Aliviada, perdoei minha completa incompetência estética em ser vanguardista. Me perdoei, e agradeci, o coração assim tão cheio de clichês. Uns que eu quero renovar toda manhã de música e toda manhã de silêncio. Uns que são todos seus. Como é todo seu o amor.