quinta-feira, 26 de março de 2009
Por mais liberta que estivesse, havia ainda um constrangimento, um encolhimento do corpo e da alma. Como último pensamento, passou-lhe ainda pela cabeça que poderia ser de frio os músculos flectidos:também.Era do frio, do medo, do gozo...era da plenitude a qual nunca havia se permitido experimentar.
sábado, 21 de março de 2009
Uma palavra e nada mais existiria. Os estilhaços a serem recolhidos, a vida a ser transformada...Os botões em preto e branco assim combinando com o telefone mudo, com a mensagens sem resposta. E era difícil respirar: alguma coisa tapando e cegando. Que o amor não era pra mim, que a poesia não era pra mim, como não perceber quando tudo era tão claro, tão claro?Mais uma vez sozinha, mão estendida, porta aberta, casa arrumada, à espera. Se pelo menos chovesse e eu pudesse fechar os olhos, mergulhar no mar, salvar o que resta. Pouco, quase nada, quase nem suficiente pra tocar a pele, avisar que ainda é vida.