Em que palavra caberá esse vento fazendo sentido, contando ao corpo estórias completas? E mais todo pensamento doce e livre piruetando pela memória. Todo sorriso achado ao acaso. À deriva, eu já não me pertenço mais: sou toda dela, toda ela. À deriva, eu já também sou toda desespero. Ainda que o que tenha seja apenas a possibilidade, é a possibilidade de tudo e, assim, eu já tenho tudo a perder. Quando a falta é tanta e por tanto tempo, inevitável o preço, as marcas. Enlouquece-se mesmo um pouco a cada dia. Eu que ando de cabeça baixa como se todos, por não ser-me, me fossem superiores. O corpo teso, apavorado, como que sob iminente possibilidade de ser apedrejado. Eu que sou congenitamente cega pra minha beleza, brinco, então, de faz de conta. Mas, agora, esse sobressalto, tão real, tão sem controle. Essa menina me assaltando os sonhos, os espaços, as entrelinhas. "The green eyes, yeah the spotlight, shines upon you. How could anybody deny you?"*. E como saber da simetria, do encontro? Diz, menina, diz, como saber se é seu também o redemoinho?Diz onde você esconde a certeza de que ''no fim da noite serei tua"*.
*Green eyes,Coldplay
*Bárbara, Chico Buarque
*Green eyes,Coldplay
*Bárbara, Chico Buarque
Marília, brigada pelo comentário!
ResponderExcluir,)
Gosto de descobrir novos blogs, principalmente quando me identifico com a escrita.
Tem coisas lindas aqui! E referencias parecidos com os meus. A começar por Chico e Clarice...
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