sábado, 7 de março de 2009

Talvez seja essa a questão agora: como não enlouquecer? Como não enlouquecer com esse vazio.Como atravessar os dias sem distração possível.Aqueles de garganta tapada e corpo moído. Como não enlouquecer?Porque a porta está aberta e do outro lado, se não real, há sim espécie de consolo. E há dias em que há de se fechar os olhos, segurar firme e resistir. Não entrar, não entrar,breathe,breathe,breathe... Foi assim que morri, pela primeira vez, num dia ordinário, sob um céu qualquer, de uma dor dessas humanas. De tudo, a lua que nascia inusitada num final de tarde. De tudo, a cor tão sem igual do sol morrendo na praia. E eu. Ziguezagueando a dor, esperançosa de que talvez ainda não tivesse chegado a hora.

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